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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Uma conversa comigo mesmo



- “Como as pessoas esquecem alguém tão depressa?” e “Por que eu não consigo isso?”
- Pra que ir tão fundo? Pra que tanto sentimento? Se você ficar só no raso, não corre risco algum.
- O problema é esse, eu me dôo demais, não consigo ficar só no raso, é superficial demais pra mim.
- É por isso que você se machuca, chora tanto. As pessoas te abandonam quando você já está no fundo, e assim é mais difícil.
- Mas você já viveu no profundo? Você se sente mais viva, mais boba também, mas você se sente completa.
- Já vivi uma vez. Na verdade, ninguém é tão raso assim… Há pessoas que tocam meu coração, mas e daí?
- Como assim e daí?
- É, as pessoas tocam nossos corações, mas não querem ser tocadas. Acontece que a maioria das pessoas sobrevive, você VIVE! Se continuar assim, terá que aprender a lidar com a dor.









Brenda Andreia (=

Amigo



Já se encontrou com alguém e sentiu que aquela pessoa tinha coisas interessantes a te oferecer? Um olhar acolhedor, uma palavra sincera ou o conforto de um abraço? E o que você fez? Deixou ela passar? Se sim, saiba que você fez a coisa mais idiota de toda a tua vida… Sabe qual a probabilidade de isso acontecer de novo? Sabe quantas pessoas dariam tudo pra encontrar alguém assim? Você deixou a sua felicidade passar, a sua risada na madrugada, as suas ligações inesperadas, a sua piada velha e sem graça. Os seus almoços na casa da tia aos domingos, a sua companhia pra aquele programa chato. Aquela vergonha na frente da pessoa amada. É meu caro, sinto lhe informar, mas você perdeu um grande amigo.




- Brenda Andreia



Hoje me lembrei de você. Do teu sorriso, e do teu jeito de falar que eu sou tua menininha. Daquela cara boba que sempre fazia quando eu te dava um beijo na bochecha e te chamava de meu anjo. Daquelas sábias palavras naquele momento tão difícil. Dos jogos que nunca conseguíamos terminar, porque cada gol, era um beijo, cada fase uma brincadeira boba … Lembrei dos filmes que assistíamos juntinhos deitados no colchão da sala, com pipoca e coca-cola. *—*
Lembrei também dos dias que você chegava e eu não queria que fosse embora. Das nossas loucuras, das nossas noites quentes, do amor gostoso que fazíamos. De como era bom tocar teu corpo, e sentir a tua mão deslizando sobre o meu corpo. De como era bom e gostoso te sentir, e te ouvir sussurrar no meu ouvido.
Foi ai que despertei, ainda sentido aquele arrepio que você me causava sempre quando beijava a minha nuca. E eu estava sorrindo.


Brenda Andreia (=






As vezes paro e penso, e se nada disso for real, se nada disso existir? Se for tudo fruto da imaginação? Mas gosto de sonhar, gosto de pensar que é possível, mesmo parecendo tudo tão maluco. Se eu me decepcionar? Que se foda! Com o tempo a gente aprende que é inevitável magoar e ser magoado. Eu realmente não sei se não queria sentir porra nenhuma, sentir é tão gostoso, que mal faz sonhar, ir alto? Cair? Posso quebrar a cara, ralar o coração, mas do chão não passarei mesmo.






Brenda Andreia (=



Quero que me beije, me acaricie, que me puxe, me agarre. Brinque com meus cabelos, puxe-os, que diga que sou sua. Quero fazer-te carinho, um cafuné bem gostoso, te chamar de meu menino, deitar no teu colo e admirar a beleza do céu, quero que me esquente toda noite, quero ver o seu sorriso toda manhã. Quero que me deixe ganhar no vídeo-game, quero usar tua camisa pra dormir, quero brincar de “lutinha” contigo e que segure meus braços e me desafie a sair. Quero ouvir teus problemas, quero apoia-lo. Quero morde-lo, quero beijo no pescoço, quero fazer seu corpo estremecer. Quero que me jogue na cama e passe os dedos nos meus lábios, e deslize-os sobre a curva do meu corpo com toda a precisão. Quero te dá prazer! Quero ser teu prazer. Quero poder dizer a todos que eu o escolhi por ser diferente de todos os outros. Quero que dure enquanto for bom. Quero você!



- Brenda Andreia (=